ARQUITETURA E SUSTENTABILIDADE

03/08/2011

Na volta de Pasárgada

Eu cheguei na rodoviária e disse:

-          Moça, por favor, me vê uma passagem pra Pasárgada?

-          Desculpe, senhor, mas não temos essa localidade em nosso itinerário!

-          Como não? É um lugar lindo, as pessoas são felizes, não há problemas... veja aí direitinho, fica no final do arco-íris.

-          Sinto muito, senhor, mas se existisse um lugar assim, não haveria mais assentos, porque todos iriam para lá.

Vaguei pela rodoviária, entre as pessoas apressadas para viver mediocremente... e procurei em todos os mapas, cidade por cidade, vilarejo por vilarejo e nada de encontrar esse simples nome em mapa nenhum.

Enquanto isso, observei muitos olhos perdidos na espera do ônibus, que provavelmente levará alguém a um lugar indiferente, onde tudo é igual, do nada para lugar algum. As pessoas nem sabem mais o que olhar, não têm o que procurar. Acreditam que a vida é assim.

Chateado em meu itinerário frustrado, com os mesmos olhos perdidos, voltando para casa, sou abordado por um amigo que logo me pergunta: ‘Mas porque lá é tão bom?’

E eu conto que é um lugar especial, a vida ocorre em outra dimensão. Meus olhos brilham de contentamento, aquela felicidade aflora, o riso sai fácil e a ansiedade dá o tom da conversa.

Pra começar, não existe dinheiro. Tudo é de todos. Não existe competição, vaidades, nada disso. Não tem lixo na rua, nem pérolas, inveja, ciúme, vingança.

Depois, a única regra é ser feliz. Sem preconceitos. Seja baixo, seja magro, loiro ou negro, há beleza em todo mundo. Todos são jovens. Não importa se alguns possuem mais linhas no rosto do que outros. E todo mundo está lá para ser feliz e fazer o outro também.

Confidenciei para ele... fui pra lá, sim... consegui fugir dessa rotina claustrofóbica, que a cada dia nos deixa mais medíocres... aceitando ser enganado pelo governo, fazendo um trabalho infeliz, amando alguém por conveniência, educando os filhos como manda a televisão, deixando os anos passarem até que, no final, não haja nada de interessante para o futuro. Nem sei como consegui ir, livrar-me das amarras da prisão e viajar para um lugar incerto. Como que pessoas como nós pode ter essa coragem? Essa ousadia?

Eu passei pelo arco-íris para ir para lá. Ele coroava a cordilheira que entremeava o caminho sinuoso. Anunciava que lá a natureza é bela, não é furiosa, não tem terremoto, tornado, chuva forte. Lá tem o pôr-do-sol, a brisa da manhã, a sombra fresca das árvores densas, o canto dos pássaros, somente coisas simples... e belas pela simplicidade.

E lá eu senti um misto de alegria e tristeza. Alegria porque tudo que se vive lá é maravilhoso. É ingrato querer descrever esse lugar, essa vida, esses momentos, se temos um vocabulário feito para o ruim, o básico. Precisaríamos de um vocabulário próprio, especial. E dá melancolia lembrar não estando mais lá.

E tristeza, talvez agonia também, porque você tenta aprisionar esse momento, congelar sua vida num mundo atemporal, mas não consegue. Você sabe que terá que voltar à sua vidinha medíocre de antes, que esse momento vai passar e, apesar dos esforços de capturar na memória, ele estará cada vez mais distante na nossa lembrança temporal. Por isso, tenta-se curtir o momento com todas as forças, arregalar os olhos para cada beleza vista, não perder nem o tempo da piscadela. Mas há uma paralisia que insiste em se imobilizar nesse momento, tais as sensações novas, estranhas, irreconhecíveis, mas irremediavelmente viciantes e deliciosas.

E na volta, as feições das pessoas serão menos definidas... os sentimentos, antes represados no coração, pressionados a ponto de explodir, sedimentam... uma parte pelo tempo, que os acalma, outra parte pelas camadas de pixe e rolo compressor de nossa vida apressada e desgastante que os esconde onde não poderemos mais encontrar.

A busca por tudo lá vivido vira uma obsessão, ‘não pode ter acabado, eu quero mais’. E a vida vira essa busca incessante e fracassada, pois não se procura peixes no céu. A lamentação seguinte é a do ‘eu devia’. O ser humano nunca está satisfeito com o que faz. Por isso, acha que não aproveitou o oferecido, não viveu todas as emoções, pelo menos com mais intensidade, não viu todas as flores... ‘devia ter visto melhor aquela pétala azul’, pensa e se condena. A saudade diminuindo as sensações, arrumando desculpas... para que talvez isso possa apartar um pouco o aperto do coração, outrora inflado.

E continua a procura de outras Pasárgadas, mesmo que imaginando tudo. Tenta-se viver o mesmo momento duas vezes. Ora, não se vive. Pasárgada é única. Nenhum momento pode representar fielmente o que se vive lá. Primeiro porque cada momento é único. Depois, porque o ritmo de vida é completamente diferente de lá, as leis da física e da química não são iguais. Será uma amargura de fracassos um após o outro... sua vida aqui não deixa você ser como em Pasárgada. Falta magia, pureza, alegria, companheirismo, amor... aqui não tem nada dessas coisas.

Esse mesmo amigo, que perguntou onde ficava, queria saber se eu gostaria de não ter conhecido Pasárgada, de não ter vivido os momentos mais felizes da minha vida, para não ter que viver essa agonia agora.

- Que é isso, essa lembrança eu não quero esquecer jamais! Tenho orgulho em dizer que as vivi. Quero fazer de cada momento da minha vida agora um pouco de Pasárgada. Posso não ter o ideal, mas terei sempre a busca desse ideal em tudo o que fizer.

 

Cláudia Bocchile – 05/04/2005 – 2:20


Escrito por Cláudia Bocchile às 23h47
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19/04/2011

QUER VENDER MAIS?

Como a técnica milenar de harmoniação de ambientes Feng Shui aumenta as vendas do seu empreendimento
 
            O aumento dos valores imobiliários e a grande escassez de terrenos faz com que os incorporadores tenham que fazer malabarismos para conseguir fechar a conta oportunidade, preço, boa localização e qualidade. Além disso, o cliente está cada vez mais consciente e exigente em sua aquisição. Decorações com assinatura de arquitetos renomados, ações de marketing com degustações, brincadeiras para crianças e sorteio de eletrônicos são alguns dos atrativos para chamar o cliente para dentro do Stand de Vendas.
            Pois uma forma muito convidativa de aumentar as vendas é recorrer ao Feng Shui. Um Stand onde o comprador sente-se bem e seguro é propício para assinaturas de contratos. Assim, a área de exposição da maquete, dos painéis com projetos e perspectivas ilustrativas tem que propiciar a sensação de aumento de auto-estima. Já a região das mesas de corretagem precisa trazer a sensação de um ambiente seguro, mesmo com mesas próximas e muito barulho ao lado. A área de recreação deve estar no campo de visão da área das mesas, para que a mãe não desfoque da negociação para cuidar do filho.
            Quando se entra em um apartamento modelo decorado, ao invés de retratar um cenário maravilhoso e pouco funcional, pode-se recorrer a ativação de cada ambiente com os elementos da natureza: terra, fogo, água, madeira e metal. Se a função do Feng Shui é harmonizar a casa, levar a natureza para dentro de nossa vida urbana – seja em cores, formas, objetos correlatos ou até o próprio elemento – significa nos conectarmos de novo com a essência do nosso ser.
            Para o apartamento, o mais indicado é utilizar a técnica do chapéu preto. Mais ocidental, muito utilizada nos Estados Unidos, é mais indicada para a nossa arquitetura, pois aqui não temos a cultura de fazer uma construção desde o início com as técnicas mais complexas usadas no Oriente.
            Para posicionar o Stand, pode-se utilizar outras escolas, como a dos 5 elementos sagrados. Nela, considera-se o fundo do terreno como nosso ‘casco de proteção’, chamado Tartaruga. Se o terreno for um declive, para evitar que a energia literalmente desça e vá embora, pode-se curar essa situação com plantas densas ao fundo do terreno. E, dentro do stand, fazer uma decoração que dê peso à parede posterior como a utilização de pedras ou toras de madeira de demolição. Assim, o cliente estará seguro, será bem atendido e fechará negócio com certeza de que tomou uma das atitudes mais corretas em sua vida.
 
Dicas de Feng Shui para o Stand de Vendas:
Coloque um vaso de proteção à direita da porta de entrada: comigo ninguém pode, zamioculcas, pata de elefante, palmeira yuca.
Na recapção, tenha um painel com o logotipo da empresa ou arte alusiva ao empreendimento que traga a sensação de identidade ao local.
Sempre tenha um vaso com flores em água no stand. De preferência no balcão de recepção. Além de ser uma agradável forma de boas-vindas, se as flores murcharem rapidamente, saberá que algo deve ser melhorado no ambiente. Troque a água todos os dias.
Jamais deixar qualquer pessoa trabalhando sob uma viga. É opressivo.
Marque a festa de inauguração do Stand e escrituras quando a Lua estiver Cheia (jamais na Lua Minguante).
O banheiro é o maior ladrão de energias. Jamais posicione-os ao fundo, tanto ao centro como à esquerda de quem entra. Essas são as áreas de Sucesso e Prosperidade e devem ser muito bem cuidadas no projeto do Stand.
Não adianta ter todos os atributos de Feng Shui se a equipe de vendas for desunida e o clima for de agressiva competição. Permita que os corretores desfrutem das degustações, refrigerantes, faça ações de incentivo e colaboração mútua e mantenha banheiro e cozinha sempre limpos.
Isole as paredes hidráulicas do banheiro e cozinha do Stand.
No apartamento decorado, faça as ativações de Feng Shui como se fosse o projeto do próprio imóvel.


Escrito por Cláudia Bocchile às 10h47
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18/04/2011

PQ ESTUDAR SEGURANÇA DO TRABALHO

        Em 2002, aos 22 anos, quando eu era uma estudante de arquitetura e jornalista da Construção Mercado, da Editora Pini, dei ao diretor da construtora Hochtief uma revista com o Bank Boston – famosa obra da Hochtief na zona sul de São Paulo – na capa com o meu currículo dentro. Em poucos dias, com o curso técnico em edificações na bagagem, iniciava um estágio na obra da Av. Paulista, 901, atual edifício dos escritórios da Petrobrás.

        Ganhando como estagiária menos da metade do que como jornalista, batendo cartão às 7 da manhã e trocando o táxi pelo ônibus, passei de pedra para vidraça. Fui para a área de qualidade, onde cheguei a ministrar alguns treinamentos para os ‘colaboradores’ (nome bonito para chamar os peões de obra) sobre a frase pomposa que resumia a Política da Qualidade.

        Nesses treinamentos, sentia uma vontade de fazer mais por eles. Eu ganhava menos que o auxiliar de servente, mas tinha perspectivas maravilhosas no Mackenzie. Queria mudar os princípios da vida, mas não sabia exatamente o quê. Também passeava pela obra (sim, passear, um termo mais leve e prazeroso) e ficava em cima quanto ao uso dos EPIs, atitude que aprendi com ninguém menos que o engenheiro José Carlos de Arruda Sampaio, simpático autor do livro verde da NR-18, que me concedeu inúmeras entrevistas nos meus 2 anos de Editora Pini.

        Minha passagem nessa obra foi curta, apenas 3 meses, e cortes na empresa me fizeram ir para diversos outros trabalhos, ora jornalísticos, ora arquitetônicos, porém sempre ligados a comunicação. Também sei que naquela época não era hora de ensinar nada para ninguém. Era eu que aprendia.

        Já formada, o ramo de avaliação de imóveis, vistorias, mercado imobiliário e estudos de viabilidade me atraíram mais. Rodar com o carro por um bairro conhecendo sua dinâmica, participar de lançamentos imobiliários, conversar com corretores, técnicos da prefeitura, incorporadores, etc, é um trabalho que não tem nada de rotina.

        Eu também fui atrás de um conhecimento que saía das regras da sociedade. Isso me fora despertado aos 19 anos, nos 2 anos em que estudei Letras na USP (acaso no vestibular que me trouxe cultura geral e um MTb de Jornalista na carteira de trabalho), antes de prestar 7 vezes vestibular para fazer arquitetura no Mackenzie. Resgatei essa necessidade em 2007 e fui estudar Metafísica, onde estudamos que as dores físicas são explicadas pelo ponto de vista psicológico.

        Conheci diversas pessoas do meio holístico e me encantei pela astrologia. Em 6 meses, já dava várias dicas para os amigos. Hoje escrevo o horóscopo para um jornal de bairro e faço atendimentos remunerados nas horas vagas.

        O que toda essa busca me levava era a me encontrar. Com uma auto-estima questionável, fiz negociações lícitas, porém gananciosas, que me trouxeram problemas por 2,5 anos, sejam financeiros, familiares, amorosos ou de qualquer outra grandeza. O curioso é que, quanto mais esses problemas afloravam, mais eu buscava em cursos e terapias a compreensão que precisava. E nisso o dinheiro nunca faltou. Até me fez voltar a ter uma religião.

        Neste ano de 2010, na terapia conseguia entender quais eram os hiatos da formação da minha personalidade. No Feng Shui, conseguia fazer essa reformulação externamente na reforma da casa e, principalmente, do meu quarto. E o dinheiro para essa transformação apareceu mesmo quando eu fingia trabalhar e gostar do que fazia. Nessa hora, a Cláudia retomou o seu valor e estava preparada para um trabalho que fizesse juz ao seu email claudiasustentavel, criado há 3 anos, mas que nunca teve a utilidade a qual tinha sido planejado.

        A idéia de ‘fazer alguma coisa’, tão falada e tão superficial desde a infância, começou a tomar forma. Junto com isso, vem a sugestão da família em parar com esses ‘devaneios esotéricos’ e fazer um curso sério para o mercado de trabalho. Ora, fazer mais pelo planeta é utilizar materiais ecológicos na obra. Também é, pelo Feng Shui, projetar de forma harmoniosa o ambiente a seus ocupantes. E que harmoniosa também seja sua construção ou linha de produção. E ainda que essa construção faça a diferença para cada um que lá depositar a sua energia, assentar um bloco. Este ser humano merece todo nosso respeito e admiração.

        Essa energia do operário é camuflada pelo revestimento do tijolo e pela produção industrializada. Ele perdeu o conhecimento da cadeia produtiva em prol de mudanças no sistema capitalista. O trabalho mutirante em habitação popular, tema de Trabalho Final de Graduação, busca resgatar esse valor, quando as pessoas depositam sua energia para a construção da casa própria. Essa idealização de Sérgio Ferro pode ter várias deficiências, porém o valor é nobre.

        É isso. Encontrei o motivo de querer fazer a diferença na Segurança do Trabalho. Não é calçar uma bota nem cantar Ilariê no treinamento. É resgatar o valor! O valor que resgato em tanta busca espiritual, o valor que vi sendo buscado em minhas pesquisas de campo para o TFG. O valor que agora estou pontuando no pensar consciente e sustentável e o valor a revelar aos trabalhadores de uma empresa.

        No antigo Egito, os trabalhadores da pirâmide não eram escravos. Eles precisavam do Faraó para cultuar, para se importar, assim como o Faraó precisava deles para governar, para construírem sua pirâmide. Assim também é com os empresários de hoje. Não importa em que lado entrar, mas a chave é levar este valor, assim como o Faraó, tanto para o empresário como para o operário. Podemos até batizar de Feng Shui industrial, Feng Shui da obra, etc. Não importa. Mas essa harmonia vai garantir segurança, produtividade, aumento da auto-estima e, principalmente, valor para todos que estão trabalhando e percebendo-se úteis, importantes e fazendo deste um mundo melhor.

Escrevi em 25/08/2010


Escrito por Cláudia Bocchile às 14h07
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20/12/2010

A INDÚSTRIA CIMENTEIRA É BELA, MAS NÃO VIVE POR SI SÓ

O Brasil é o país no concreto: todos já ouvimos falar esta frase, inclusive que as construções são protegidas pela Nossa Senhora do Concreto Armado. De tanta utilização – certa e errada – até padroeira já foi criada para o nosso arroz e feijão da construção.

 

E o concreto é feito de cimento, o insumo mais consumido no mundo depois da água. O Brasil é um ícone em tecnologia neste assunto. Fazemos casas, prédios, pontes, estradas e, com isso, avançamos muito com institutos de pesquisa, congressos importantes, faculdades com bons laboratórios, etc. Nós sabemos construir – e bem – com concreto. E ainda de uma forma sustentável!

Como?

O cimento é feito a partir de queimas em alto forno que liberam gás carbônico para a atmosfera, poluindo o ar. Mas o Brasil é o país que menos emite gás carbônico por m³ produzido, sendo mais eficaz que a China e os Estados Unidos. O co-processamento é uma forma sustentável de produção: resíduos da siderurgia e termelétricas, como escórias de alto-forno e cinzas volantes, além de outros insumos, como pneus, são utilizados como combustível na queima do cimento. Só em 2009 foram 33 milhões de pneus queimados, o equivalente, se enfileirados, a uma distância entre São Paulo e Tóquio.

 

Somos engenheiros e arquitetos que trabalhamos muito bem com o concreto. Aprendemos a calcular e utilizar com destreza o concreto que tanto o mestre Oscar Niemeyer nos ensinou. Só que essa maravilha do uso como mão única na construção acaba quando se descobre que esta indústria precisa de outras para crescer e se manter de forma sustentável e viável economicamente. E as outras indústrias estão anos-luz de distância... quer dizer, uns 60 anos, quando o modelo rodoviário foi adotado no crescimento dos 50 anos em 5 de Juscelino Kubitschek e a ferrovia foi sucateada e a hidrovia, esquecida.

Temos uma produção de cimento que é escoada com a utilização de 12 mil caminhões por dia. São 94% transportados por meio rodoviário, chegando a percorrer mais de 500 km em regiões com menos demanda e poucas reservas de calcário, como Norte e Nordeste. Nestas ocasiões deve-se pensar em soluções locais, como a utilização de madeira e verificar se é mais vantajoso o uso da estrutura metálica. Também pode-se descobrir, nessa busca por alternativas, produtos ecológicos e extremamente rentáveis, que poderão trazer progresso para a região inclusive.

 

A indústria cimenteira é, sem dúvida, uma potência brasileira. Mas para ela ser uma indústria plena, também deve contar com o desenvolvimento das outras indústrias, pois uma depende da outra e todas juntas progredindo podem avançar com mais tecnologia, competitividade no mercado local e internacional e ainda ser um exemplo de respeito ao meio ambiente.

 

Informações: SNIC – Sindicato Nacional da Indústria do Cimento


Escrito por Cláudia Bocchile às 00h42
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28/05/2010

SUSTENTABILIDADE OTIMIZA SETOR DA CONSTRUÇÃO

Viver de forma sustentável é um assunto comentado desde a década de 70. No ano de 2050, há projeções de 9,5 a 10 bilhões de habitantes no planeta e um consumo dos recursos do planeta 3 vezes superior que sua capacidade de renovação. No ano de 2008, a expectativa de vida dos países pobres era de 67 anos e de 78 anos nos países ricos, com tendência de crescimento com o passar dos anos. Existiam, no Brasil, 2,7 milhões de celulares em 1996. Esse número pulou para quase 176 milhões em 2010, praticamente um aparelho para cada brasileiro.

Para reverter o modo de pensar capitalista, o governo precisa criar políticas públicas de incentivo, como renúncia fiscal, investimentos em fontes de energia renováveis, racionalizar o uso e ocupação do solo nos planos diretores, combater o desmatamento, preservar a biodiversidade vegetal e animal e ainda apoiar a reciclagem e o manejo sustentável do lixo. Segundo Reinaldo Canto, jornalista ambiental com participação no Greenpeace, em palestra voltada ao mercado imobiliário no Secovi-SP, a redução do valor de repasse de valores para reciclagem pela Prefeitura de São Paulo em meio a crise fez com que muitas famílias desistissem de sobreviver do trabalho pela reciclagem.

O setor privado pode colaborar realizando análises e ajustes dos impactos causados pelas atividades nos mais diferentes projetos, compensações desses impactos, adotando a postura de sempre ter uma relação transparente entre os envolvidos, com compromisso de bem estar social e comprometimento com o crescimento do país. “Hoje a combinação lucro e impacto ambiental negativo não acontece mais. Ainda bem”, constata Reinaldo Canto.

Já o cidadão pode contribuir com pequenas atitudes: não é apenas jogar o lixo no local certo e saber reciclar, mas consumir conscientemente os produtos, escolher serviços de empresas que adotam critérios sociais e ambientais. “Quem compra uma camiseta confeccionada com trabalho escravo e infantil na China também é conivente com este tipo de crime”, alerta o jornalista.

O Brasil possui 12% da água potável em todo o planeta (sendo 70% dela concentrada na Amazônia).A agricultura consome 70% de toda a água do planeta. A África e o Oriente Médio importam água de outras localidades. Mais de 1,1 bilhão de pessoas não possui acesso regular a água potável. Deste número, 40 milhões está no Brasil. Em Guarulhos, todo o esgoto dos 1,3 milhões de habitantes vai para o Rio Tietê. No extremo Sul da cidade de São Paulo, há nascentes de rios importantíssimas, que lutam para se manterem potáveis em meio as constantes ocupações ilegais. “Paradoxalmente, o menor IDH (índice de Desenvolvimento Humano) da cidade está na área de maior riqueza natural”, indigna-se Canto. O consumo do brasileiro contempla 200 litros de água/ dia/ pessoa. Segundo a ONU, é possível viver bem com 110 litros diários. No entanto o bairro de Higienópolis apresenta o maior consumo: 400 litros/ dia/ pessoa, devido mais a vazamentos que ocorrem nos edifícios do que desperdício dos usuários.

 

Empresas sustentáveis

O RSE é um conceito de sustentabilidade que significa Responsabilidade Sócio-ambiental Empresarial. Ele é baseado no tripé ‘ecologicamente correto’, ‘economicamente viável’, e ainda ‘socialmente justo/ culturalmente aceito’. A ONU e outros organismos internacionais já possuem relatórios de sustentabilidade com definições de critérios a serem respeitados, auditorias, inventários, ações de redução de impacto, etc. A Bovespa possui o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) ainda com poucos critérios de definição, mas com grande potencial de crescimento e adoção por empresas. A Bolsa de Nova York possui o seu correlato Dow Jones Sustainability. Há selos ecológicos e o FSC (Forest Stewardship Council), que garante o manejo sustentável de produtos advindos da madeira.

A produção de turbinas eólicas e painéis solares já abriu 1,2 milhões de postos de trabalho e o setor de energias renováveis é responsável por 100 mil empregos ao ano. Os países desenvolvidos utilizam muito carvão, muita energia poluidora. “O bom de nosso país é que a grande maioria da energia produzida é limpa, provém das usinas hidrelétricas”, observa Canto.

A construção civil, em 2009, registrou um aumento de 10,2% de empregos se comparado com 2008. Representa 15,6% do PIB (Junho/ 2009) e é o segundo maior setor econômico no país, perdendo apenas para a agroindústria. Porém, apesar de garantir 3,5 milhões de empregos, é responsável por 40% da extração dos recursos naturais. Em São Paulo e Brasília, 50% dos resíduos sólidos urbanos são provenientes de construção e demolição. Em Goiânia e Porto Alegre, 55% e salta para 60% a quantidade de entulho existente em todo o lixo de Salvador. Desta forma, é importante tanto o desenvolvimento de formas de construção sem resíduo como também de reaproveitamento do entulho.

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos, aprovado na câmara, é uma lei que trará o conceito de logística reversa nos sistemas de produção. Cada cadeia produtiva será responsável pelo seu descarte, e não apenas uma ponta, geralmente o empreiteiro mais fraco. Por outro lado, incentivos e evoluções pontuais já existem como o reaproveitamento da água de chuva, lâmpadas econômicas, uso de bacias sanitárias tecnológicas, limites de impermeabilização do solo, etc.

 

http://www.liviaclozel.com.br/trisoft/laisosoft

Fazer uma opção ecologicamente correta nos materiais da obra é a aposta da Trisoft: ao se escolher o Isosoft, a lã de rocha ou de vidro, usada no isolamento termo-acústico, é substituída pela lã de PET, feita com garrafas plásticas descartadas no meio ambiente. Por ser hipoalergênica, essa lã dispensa o uso de luvas e máscaras na colocação e pode ser reutilizada em eventuais reformas da edificação.

 

Selo Ambiental

A Certificação LEED (Leadership in Energy and Environmetal Design) recebeu o primeiro pedido de certificação brasileira em 2004. Em 2006, foram 8 edifícios que solicitaram o registro e 140 até Setembro de 2009. São apenas 13 edifícios no país com selo verde, contra 2,4 mil com certificação nos Estados Unidos, porém, a iniciativa está dando frutos. Há o órgão CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável) e a modalidade SUSHI (Sustainable Social Housing Initiative), voltada para moradia popular.


Escrito por Cláudia Bocchile às 14h17
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De acordo com o arquiteto Rives Taylor, diretor de sustentabilidade em projetos do Gensler, responsável por diversos projetos com certificação LEED e ainda professor da Universidade do Texas, Estados Unidos, o LEED também busca adequar prédios existentes a uma operação mais sustentável. “Não há uma forma fixa para achar que algo é projetado pensando na sustentabilidade ou não, as opções são inúmeras e dependem dos recursos disponíveis, versatilidade e especificidades locais”, observa Rives Taylor.

Com um ‘pensamento verde’, os valores são melhores, os gastos são mais conscientes e há maior preocupação com o valor agregado a longo prazo. “Assim como procuramos contratar os melhores advogados ou contadores, também devemos pensar da mesma forma na contratação da construção de um prédio, e a operação é fundamental”, completa.

A construção de uma edificação demora cerca de 2 anos e sua utilização é superior a 50 anos. Para cada dólar gasto na construção, são gastos 50 dólares na operação. Muito do que se joga fora, na operação de um edifício ou qualquer outra ocasião, ainda está em boas condições de uso, mas o consumismo ainda predomina no pensar da população mundial. O arquiteto texano, aos 50 anos, confidencia que seus pais moram na mesma casa desde 1952 e possuem o mesmo carro há 23 anos. “Essa deveria ser a realidade mundial, mas não é”, lamenta.

O problema no solo do Texas vai para o Golfo do México, ou seja, o problema de um se reflete para outros. O CFC usado em equipamentos de ar condicionado refletiu em problemas na Antártica, ainda nos anos 80, e, dessa forma, o mundo inteiro fica comprometido. “Não importa a nação. Nosso pensamento deve ser global”, opina o arquiteto norte-americano.

 

Tripé da sustentabilidade

São 3 os aspectos a serem avaliados na realização de um projeto sustentável:

- economia: avaliar os incentivos; baixos recursos e classificação dos custos; e aumento de produtividade.

- desenvolvimento: preservar hábitos nativos; baixa poluição; conservação dos recursos limitados.

- social: melhoria da saúde e conforto dos ocupantes; controle das responsabilidades, melhoria da imagem pública.

Pensando neste tripé, um produto de alto desempenho pode ter um custo unitário maior, porém, é um investimento de apenas uma ocasião e o custo operacional é reduzido. Um exemplo são as casas americanas de madeira, que possuem isolamento térmico. Nas localidades frias, gasta-se menos com calefação, resultando em maior economia e conforto dos moradores.

Nas empresas, a produtividade pode ser melhorada pela qualidade do ambiente. Observa-se 30% de economia se as pessoas se sentem bem onde trabalham, não ficam doentes e não há alta rotatividade de funcionários.

 

Meta de eficiência

Se a indústria mensura o desempenho de seus produtos, porque a construção civil não faz isso também? Isso é importante para o proprietário verificar se vale a pena construir um edifício ou deixar o dinheiro no banco. “Um prédio sustentável custa de 2 a 4 % a mais que um prédio convencional. Porém, o retorno é infinitamente maior, mas não sei como mensurar, pois não sou economista”, brinca Rives Taylor, que nota uma necessidade do trabalho de outros profissionais junto ao arquiteto.

 

Ciclos de vida

Numa proposta de um edifício que visa vender e consertar carros, a iluminação é um assunto de suma importância no varejo: custo, aquecimento e controle para a melhor exposição dos produtos ao cliente. São 5 tipos de ambientes: show room, galpão para oficina, escritório, estacionamento e garagem. Todos devem estar integrados e proporcionar um ambiente agradável. O prédio não se resume a 4 paredes. Observou-se um gasto de 20 mil dólares por mês para a infra-estrutura, mas não se sabia exatamente em quê. Havia um problema de entrada de ar gelado na edificação. A solução foi projetar um vestíbulo com 2 portas na entrada dos automóveis, reduzindo a interferência da temperatura externa no ambiente interno. Outra questão era o pé-direito alto na oficina com iluminação embutida. “O direcionamento de pendentes industriais reduziu o número de luminárias sem prejudicar a luminosidade”, observa Taylor. Também se pensou melhor no aproveitamento da luz do dia. “O Wall Mart possui em seus estabelecimentos muitas clarabóias, pois as pessoas ficam mais dispostas para as compras com a luz natural”, completa. O pensamento certo continua ao se utilizar bacias sanitárias com 2 tipos de acionamento e aproveitando água da chuva para irrigação, lavagem de carros e descarga.

LOCAIS SUSTENTÁVEIS

Estudos da Califórnia sobre custo do ciclo de vida mostraram que o impacto operacional é bom em todas as edificações certificadas. E o mais importante é aferir estes custos.

1-     Seleção do local

2-     Redesenvolvimento urbano

3-     Melhoria do solo

4-     Alternativas de transporte

5-     Redução de movimentação do solo

6-     Gerenciamento de águas pluviais

7-     Efeitos das ilhas de calor

8-     Redução da poluição

Eficiência de água: Com a redução do acesso de água potável, medidas devem ser tomadas, como redução da irrigação em patamares de 50% e, em um edifício comercial, de 20%.

Energia e Atmosfera: Otimizar a energia com projetos que ultrapassam 15%.

Materiais e Recursos: Gerenciamento do desperdício, focar a colaboração do empreiteiro. Usar materiais regionais em 10 a 20% reduz custos de frete. Utilizar materiais renováveis rapidamente, como bambu, algodão, OSB, linóleo, derivados de árvores exploradas com certificação.

Qualidade do meio-ambiente interno: Verificação do nível da qualidade do ar, de forma a ter um nível adequado, para evitar cansaço e sonolência nos ocupantes, além de controlar a umidade relativa do ar.

Baixa emissão de elementos voláteis: Reduzir o emprego de materiais com volatividade alta, como pisos e selantes, que possuem formaldeídos livres.

Outros aspectos: Controle de poluição sonora e química; sistemas de controle de iluminação; acesso da luz do dia; integração do design e inovação e prioridade regional.

Fonte: Rives Taylor


Escrito por Cláudia Bocchile às 14h16
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Qual o tamanho das nossas pegadas de 20 anos atrás?

SUSTENTABILIDADE É A CAPACIDADE DAS GERAÇÕES ATUAIS SUPRIREM SUAS NECESSIDADES SEM COMPROMETER A CAPACIDADE DAS FUTURAS GERAÇÕES DE FAZEREM O MESMO.

 

1 tonelada de cal produz 785 kg de gás carbônico, sendo que mais de 590 kg vão para a atmosfera

 

Cidadania: espaço público que nós cuidamos porque é nosso

 

 

Pontuação Certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)

Bronze: 40 a 49 pontos

Prata: 50 a 59 pontos

Ouro: 60 a 79 pontos

Platina: 80 pontos ou mais

A certificação é única para a construção de um edifício, porém dinâmica para sua em sua operação, considerando manutenção preventiva, melhorias observadas ao longo do tempo além do implemento de novas técnicas do viver sustentável. “Por volta de 7 anos eram necessários para pagar um projeto com classificação Ouro há 5 anos atrás. Hoje, um projeto dá retorno em 3 anos”, diz Rives Taylor.

ÁGUA VIRTUAL

Considerando os processos produtivos, temos os seguintes consumos de água:

1 xícara de café

140 litros

1 bife

6080 litros

1 kg de carne

13 mil litros

1 kg de soja

1500 litros

1 folha de sulfite

10 litros

1 fatia de pão

40 litros

1 copo de cerveja

75 litros

1 camiseta de algodão

4100 litros

1 par de sapato de couro

8 mil litros

1 microchip de computador

32 litros

Fonte: Reinaldo Canto


Escrito por Cláudia Bocchile às 14h11
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OLIVIER ANQUIER

O mestre da gastronomia e apresentador, nascido na França, mas brasileiríssimo de coração, revela como vive – e bem – de forma consciente respeitando os recursos que a natureza nos proporciona.

Morador do Edifício Esther, um marco da arquitetura modernista na Praça da República, em São Paulo, assinado por Vital Brasil e Adhemar Marinho em 1936, Olivier Anquier vê no edifício uma descaracterização dos traços arquitetônicos, causada pela falta de cuidado e de vínculos do povo com a sua história e memória. Mesmo assim, quando foi morar lá, há 3 anos, encontrou tacos de madeira de qualidade jogados fora em um canto da cidade. Não pensou duas vezes e reaproveitou todo o material em seu apartamento. “Essa madeira descartada está carregada de história, e seu estilo coincide com a época de inauguração do Edifício Esther. Tinha que reaproveitar o material e levar essa história junto comigo”, observa Olivier Anquier. Segundo ele, uma das formas de se pensar consciente é valorizar a história do local onde se vive e onde nossos antepassados viveram. “Assim como o Edifício Esther representa a alma da cidade, está presente no centro e traduz o marco da arquitetura moderna paulistana, apesar do mau estado de conservação, o apartamento também traduz a minha personalidade, que tem mobiliários da mesma época de sua construção”, revela o apresentador.

O prazer de morar bem está em contar a história em cada objeto, em cada parede e o próximo morador entra nessa história e a modifica. A história é o alicerce da sociedade, que encontra respaldo para transforma-la daqui em diante. E isso tem a ver com construção sustentável quando, além de projetar bem o novo, preserva-se com respeito o antigo, e não fazer o que sempre é usual: demolir uma cidade para construir outra e esquecer suas origens. Isso é prejudicial tanto para a sociedade que não tem uma memória de seus antepassados, como para o meio ambiente, que recebe entulhos e ainda fornece novos recursos naturais para a produção das outras edificações.

Olivier acredita que este pensamento só é modificado com a educação de um povo. A bordo de um fusca 1962 bem conservado, o chef diz que compra o tecido de suas camisas, e só as descarta quando termina sua vida útil. A cultura consumista descarta tudo que está fora da moda, de uma camisa, a um metal sanitário ou um bairro. E novas produções ocorrem. “Precisamos evoluir, valorizar a construção com meios de se aproveitar o máximo de todos os recursos que temos”, observa Anquier.


Escrito por Cláudia Bocchile às 14h08
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13/04/2010

Aquecimento Solar em Habitação de Interesse Social

Habitação Popular possui várias técnicas de aquecimento solar de água, proporcionando uma economia considerável na conta dos usuários. Construtoras voltadas a este mercado observam a inclusão dessa tecnologia como um diferencial de produto

 

A Universidade do Sol, uma organização não-governamental fundada em 2004 na cidade de São Manoel, a 268 km da capital paulista, tem como principal mantenedora a fornecedora de sistemas de aquecimento solar – e vizinha – Soletrol. Sua missão é disseminar a tecnologia do aquecimento solar de água para incentivar a utilização dos sistemas no meio profissional e modificar a visão da população para um uso mais limpo e sustentável dos recursos naturais.

Inicialmente utilizado em casas de alto padrão, o aquecimento solar de água provou ser viável em qualquer edificação: de grandes indústrias a casas e edifícios de padrão popular. Com o fomento do setor, principalmente com o programa Minha Casa, Minha Vida, a ONG prova que a instalação do sistema é viável, o custo de instalação é atrativo e o retorno do investimento ocorre em poucos meses.

 

Composição do gasto da energia elétrica em uma residência:

Chuveiro

30%

Ferro elétrico

7%

Geladeira

30%

Lavadora roupas

5%

Lâmpada

15%

Outros

13%

 

No Brasil, o consumo industrial de energia elétrica representa 44%, enquanto que o residencial, 25%. Considerando que por volta de 8% do consumo de energia elétrica é de aquecimento de água, e, deste montante, quase 20% está concentrado no horário das 17 às 20 hs, faz-se necessárias medidas para evitar um pico muito grande de consumo e um colapso no sistema energético brasileiro. Assim, após as 17 hs, a indústria deixa de consumir energia elétrica da concessionária, pois a tarifação aumenta 10 vezes, ou utiliza-se de outras formas de geração, como, por exemplo, geração a diesel. Nessa hora, cresce o consumo residencial e, se ao invés de requerer energia elétrica, for utilizada a energia solar, a demanda é controlada e o usuário ainda tem economia na conta de luz. “Essa equalização da indústria ocorre para as concessionárias não terem uma capacidade bem maior só para ser utilizada durante o horário de pico de 3 horas”, diz Luciano Torres Pereira, engenheiro e professor de cursos ministrados pela Universidade do Sol.

Ao contrário do que se imagina, as concessionárias incentivam o uso do aquecedor solar. Assim, ao invés de se preocuparem com a demanda no horário de pico, podem focar seus esforços em melhorias de infra-estrutura, formas de redução de gastos e ainda na expansão de suas atuações. Em comunidades pequenas e isoladas, distantes 5 km da rede elétrica da concessionária, o que é mais viável é a instalação de placas de 10 x 10 cm de painéis fotovoltaicos que permitem a geração de energia elétrica. “Este sistema ainda é inviável financeiramente em longa escala, porém é justificado se o custo da infra-estrutura da rede elétrica e a demanda da população atendida são incompatíveis”, analisa o professor da Universidade do Sol.

 

Sistemas compactos

A principal dificuldade na instalação de aquecedores solares em residências populares é a altura do telhado que o sistema exige. As águas do telhado geralmente não possuem dimensões suficientes para a instalação de um aquecedor solar por termossifão, onde o reservatório térmico é interno e respeita as alturas necessárias ao seu correto funcionamento. “O sistema exige uma altura mínima de 2,40 m, para não haver reversão do fluxo de água no período noturno”, analisa Pereira. “Se for colocado um ‘pescador’ no reservatório, que possui uma bóia e capta a água em seu ponto mais alto, as alturas podem ser reduzidas para 1,90 m’, contabiliza.

 

Chuveiros

A medida recomendável de conforto em um banho é um chuveiro com potencia acima de 7000W, que proporciona uma vazão de 4 a 5 litros/ minuto, porém, costuma-se utilizar em habitações populares chuveiros com potência entre 4000 a 4400 W. Com o aquecimento solar, é possível dimensionar melhor essa potência. Geralmente se calcula que 1/3 do volume armazenado no reservatório térmico é aquecido em 3 horas a 42ºC. Nesses casos, apenas 3500 W são necessários para este aumento de temperatura, considerando um reservatório térmico de 200 litros.

 

Edifícios residenciais

Em edifícios, os sistemas de aquecimento solar acabam sendo mais complexos. Na China, por exemplo, cada unidade tem o seu próprio sistema instalado no telhado e conta com uma tubulação própria por apartamento. Esse sistema pode ser viável em blocos residenciais baixos e sem elevador. Já em edifícios altos e com mais de 200 unidades, deve-se pensar coletivamente.

Uma opção é contar com um sistema coletivo, onde há um aquecedor solar para todos os condôminos, que pagam a conta do sistema solar e o auxiliar conjuntamente. Assim, evita-se que quem tomar banho às 17 hs tenha as vantagens da gratuidade do aquecimento solar e o que optar por tomar banho às 22 hs tenha que pagar o aquecimento elétrico, considerando que toda a água aquecida naquele dia já tenha sido utilizada.

Com a necessidade da medição individualizada de água, há algumas adequações. Uma delas é contar com um medidor individual do sistema de água quente. Nesse caso, o edifício possui um reservatório de água quente, o sistema de aquecimento solar e o auxiliar. Uma motobomba garante a circulação da água, para evitar perda de temperatura na tubulação e, antes do ponto de consumo, contar com um hidrômetro opcional. “Esse sistema ainda precisa ser consolidado no mercado e contar com boa diversidade de equipamentos para sua utilização ser ampliada”, diz o professor Luciano.

O sistema de aquecimento solar individual nos edifícios conta com um aquecimento indireto e um reservatório térmico em cada unidade. Considerando que a espaço nas unidades habitacionais vale ouro, deve-se dimensioná-lo com muito cuidado para evitar resistências dos moradores.

A utilização do sistema está sendo cada vez mais solicitada na compra dos imóveis. Em Belo Horizonte, por exemplo, o incorporador que não se adequa a esta realidade pode ter inconvenientes para vender suas unidades habitacionais. Já alguns órgãos públicos elaboraram leis de incentivo e obrigatoriedade para o uso de sistemas de aquecimento solar. Dentre elas, há a lei do Estado de São Paulo nº 326/2007 voltada para edificações de natureza pública. Em relação a normas para a correta implementação do sistema, temos a NBR 15.569/2008 (Sistemas de aquecimento solar de água em circuito direto – Projeto e Instalação e ainda a NBR 15.747/2009 composta de 2 partes (Sistemas solares térmicos e seus componentes – coletores solares; parte 1 de requisitos gerais; e parte 2 de métodos de ensaio).

www.revistaconstrutores.com.br nº 284


Escrito por Cláudia Bocchile às 21h29
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ESTUDO DE CASO

Sistema de aquecimento solar individual

Aquecimento Indireto

O trocador de calor de dentro da unidade transfere calor vindo dos coletores solares para a água armazenada. Assim, é possível aquecer os diversos reservatórios com uma tubulação única que interliga os coletores solares da cobertura. A água fria vem do próprio hidrômetro do apartamento e cada morador terá seu sistema de aquecimento auxiliar. Assim, cada um pagará pelo seu consumo de água e energia. O segredo da tubulação está em ter um caminho único para todos os apartamentos da prumada. Se houvessem interligações intermediárias, a água quente sempre faria o caminho mais curto, aquecendo as unidades superiores e deixando as inferiores somente com água fria.

 

Conjunto Habitacional contou com redução de custos na utilização de aquecimento solar

O Conjunto Habitacional Sapucaias, em Contagem – MG, possui 548 residências de 36 m² e uma média de 5 moradores por unidade. Foi realizada uma pesquisa e instalados 100 aquecedores solares de 200 litros de capacidade e placas coletoras de 2 m² nos telhados. Destes, 30 sistemas eram convencionais e 70 eram compactos.

 

 

Energia Utilizada

Custo da energia

Casas avaliadas

Com sistema solar

81 kWh

R$ 22,11

43

Sem sistema solar

145 kWh

R$ 52,93

15

A colocação do sistema solar reduz mais que pela metade o custo energético, que pode ser revertido em parcelas de financiamento da instalação do sistema.

 

Percentualmente, o impacto do custo é mais significativo em Habitações de Interesse Social do que nas classes A e B. O custo do equipamento, por volta de R$ 600,00, pode receber linhas de financiamento e ser pago em até 3 anos. “O valor das parcelas será o valor da economia com o aquecimento solar, e assim observamos que o sistema paga-se por si só, sem impactar a renda já muito comprometida das classes D e E”, observa Luciano Pereira.


Escrito por Cláudia Bocchile às 21h26
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21/03/2010

VENDA LIVROS ARQUITETURA E ENGENHARIA

Vendo alguns livros de arquitetura e engenharia, em especial acadêmicos, pois não estão sendo mais usados. Estou em São Paulo.
Também aceito troca por livros de astrologia e Dom Casmurro em bom estado.
 
Segue abaixo lista de livros, preços dos livros hoje nas livrarias e o estado dele. Assim, negociamos um valor inferior a este:
 
Série Debates:
- Por uma Arquitetura - Le Corbusier (R$ 37,00) - bom estado
- Bauhaus: Nova Arquitetura - Walter Gropius (R$ 32,00) - praticamente novo
- A Construção do Sentido na Arquitetura - Teixeira Coelho Neto (R$ 32,00) - bom estado
- Quadro da Arquitetura no Brasil - Nestor Goulart Reis Filho (R$ 24,00) - bom estado
- Arquitetura, Industrialização e Desenvolvimento - Paulo Bruna (R$ 35,00) - praticamente novo
- Arquitetura Pós-Industrial - Raffaele Raja (R$ 36,00) - bom estado e poucos grifos
 
- A Cidade na História - Lewis Mumford (724 páginas) (R$ 117,80) - praticamente novo e poucos grifos a lápis
 
- Arquitetura Vivenciada - Steen Eiler Rasmussen (R$ 45,80) - quase bom estado
- Complexidade e Contradição em Arquitetura (edição brasileira) - Robert Venturi (R$ 52,53 em espanhol. Edição em português não encontrada) - bom estado e poucos grifos
- História Crítica da Arquitetura Moderna - Kenneth Frampton (470 páginas, edição 2000) (R$ 64,50) - bom estados e alguns grifos
- O Lugar da Arquitetura Depois dos Modernos - Otília Arantes (Edusp esgotado) - Capa suja, interno ótimo
 
Livros do Engenheiro Ardevan Machado:
- Desenho na Engenharia e Arquitetura
- Geometria Descritiva
- Viver Mel e Fel
livros em bom estado e esgotados
 
- Architecture Now! - Philip Jodidio - Taschen 25 anos (R$ 64,90) - Absolutamente novo
- Victor Dubugras (Racionalismo e Proto-Modernismo na Obra de Victor Dubugras) - Nestor Goulart Reis (R$ 81,00) - novo
 
- Edifícios Industriais em Aço - Ildony Bellei 2ª Edição Revisada (R$ 144,00) - novo
 
- Manual Munte de Projetos em Pré-Fabricados de Concreto - Carlos Eduardo Emrich Melo - novo na caixa

Escrito por Cláudia Bocchile às 15h33
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19/03/2010

ÁGUA VIRTUAL

Quanto que se gasta de água para fazer uma xícara de café? Quem acha que é apenas ‘uma xícara de café’ está enganado. Considerando todo o processo produtivo, desde a plantação da semente do cafezal, esse número aumenta muito.

O que espanta é que gasta-se mais água para fazer café do que cerveja. Já pensou se as empresas, querendo ser sustentáveis, trocarem o famoso cafezinho por uma cerveja geladinha no meio do expediente?

 

1 xícara de CAFÉ – 140 Litros

1 kg de CARNE – 13 mil Litros

1 kg de SOJA – 1500 Litros

1 folha de papel A4 – 10 Litros

1 fatia de PÃO – 40 Litros

1 copo de CERVEJA – 75 Litros

1 CAMISETA de algodão – 4100 Litros

1 par de SAPATOS de couro – 8 mil Litros

1 MICROCHIP de computador – 32 Litros

fonte: Reinaldo Canto

 

ACESSE: www.bocchileastrologia.blogspot.com


Escrito por Cláudia Bocchile às 14h50
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19/02/2010

Amor Pré-fabricado

Era uma vez uma linda moça chamada Maria que morava em um reino distante. Seu sonho era se casar e dar um teto aos pobres do reino. Seu dote para casamento era um terreno vazio, porém não sabia o que fazer com ele.

            Num belo dia de sol, um viajante chamado Manuel chega ao reino. Ele tinha uma fábrica não muito longe dali de casas pré-fabricadas. Ele fabricava as peças, colocava no caminhão e montava as casinhas, uma após a outra, em menos de um mês. Em cada reino que passava, inventava um tipo diferente de casa, de tamanho e de acabamento.

            Num baile do reino, enquanto os violinos perfumavam o salão com as 4 Estações de Vivaldi, os olhos de Maria encontraram o sorriso simpático de Manuel. Com poucos minutos de conversa, não foi difícil Maria se apaixonar pelas palavras envolventes do viajante. O que mais seduziu a jovem foi o fato dele fazer casinhas com um custo muito barato de material e mão-de-obra. Assim, com o seu terreno, eles já tinham onde erguer as casas para os carentes do reino e realizar o grande sonho da moça.

            Sua mãe, chamada Caixa Econômica Federal, muito zelosa pela felicidade e dote de Maria, queria saber das intenções do rapaz. Assim, observou minuciosamente toda a documentação do rapaz para aprovar o casamento.

            Com o casamento consumado, em pouco tempo, muitas famílias tinham seu teto para morar pagando pequenas prestações, já que o custo da casa também era pequeno. Esse sonho realizado também garantiu aos recém-casados uma boa condição para criar os filhos que estavam por vir.

            O monarca, que sempre nutriu esperanças aos súditos, nem ficou sabendo da história.

 

Escrito em 13/02/04

Baseado em Fatos Reais

ACESSE: http://bocchileastrologia.blogspot.com


Escrito por Cláudia Bocchile às 13h13
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Prezado Sr. Patrão

São Paulo, 20 de Maio de 2005.

 

Desejo um emprego para trabalhar em sua empresa.

Sou inteligente, sempre gostei muito de estudar e tenho todas as exigências que vc acredita serem importantes para o cargo. Aliás, até mais. Embora eu não vá usar nem metade delas no meu dia-a-dia.

A minha rotina será resumida a uma mesa e um computador. Um vizinho de baia mal-humorado e um chefe estressado, achando que pode mandar em mim como manda em seu vira-lata em casa. Vai querer cada vez mais do meu trabalho, diminuindo-me sempre que puder, botando o medo do desemprego na minha cabeça, para que eu seja eficiente ao máximo.

Vai achar que o que faço é muito pouco para a empresa, que o salário que ganho é uma generosidade, ou um erro do departamento financeiro. Assim, não vou me revoltar pelo baixo valor do meu trabalho e farei cada vez mais para merecer essa pequena ajuda.

Chegue cedo! No horário! Se é oito e meia, não é nove horas. Mesmo sabendo que há muita gente que chega até antes no horário, mas vai tomar café, fazer a toillete e só vai ligar o computador bem depois das nove. Mas enquanto o chefe não chegar, não precisa trabalhar. Aproveita para ligar para o namorado, no celular, claro, ver se a empregada levou a criança na escola ou telefonar para o salão de beleza e marcar manicure na hora do almoço.

 

Não, patrão! Eu me recuso a seguir essas ordens esdrúxulas. Ordens essas que vc dá e nem sabe porquê, talvez pelo fato de um dia também tê-las recebido e acreditar que chefe tem que ser assim.

Não vou chegar no horário combinado! Se eu quiser ir na academia de manhã, irei. Chegarei mais tarde ao trabalho, mas bem mais disposta para enfrentar todos os desafios e com mil idéias novas a implantar. Porém, se, em algum dia, houver uma reunião bem cedo, ou uma visita muito longe, que me faça levantar da cama antes do sol, pode contar comigo. O mesmo vale para se estender durante a noite para entregar um importante projeto. Esse esforço é justificado.

Igual regra – ou falta dela – para o horário de almoço e de saída. Às vezes, é muito mais interessante usar o horário das 12 às 14 hs, quando não se encontra ninguém no escritório – e quando encontra está indisposto digerindo a feijoada da quarta-feira – para tarefas como problemas no banco, oficina do carro, salão de beleza, ou até almoçar em casa, quando a distância permite. O dia é muito longo. Em 8 horas, é possível fazer muitas coisas, e acabamos por nos dispersar exatamente por isso.

Também não vou fazer serviços inúteis que nem vc sabe para que é. ‘Ah, a diretoria pediu’. Mas para quê? Por quê? Quanto mais alienar seus funcionários, menos produtividade e colaboração terá deles. Vou escrever uma canção de ninar no relatório da diretoria e garanto que ninguém notará. Eles só vão ler o último parágrafo com as conclusões e números finais, mesmo. Lembre-se que, enquanto os diretores estão discutindo a taxa de juros internacional fumando charutos cubanos, nós somos os soldados da linha de frente que sabem onde está cada arapuca no campo minado. Não esqueça: na próxima reunião de cúpula, chame-nos a participar. Assim estaremos + envolvidos do q um simples email com uma meta utópica e inexeqüível chegando em nossos computadores.

Quanto ao salário, o melhor é aquele em que o coração bate mais forte por motivações nada financeiras, por ideologias em que se acredita. A cada dia, levantamos com mais ansiedade e disposição a vive-lo. Porém, se confiar muito no amor ao trabalho, sabe que estará sujeito às leis de mercado. Alguém, admirado com essa dedicação, oferecerá uma proposta que une amor ao trabalho com reconhecimento financeiro. Aí não poderei resistir e, muito tristemente, abandonar-te-ei.

Portanto, agora que encontrou alguém que te descreveu exatamente a empresa, pode jogar fora essa carta de apresentação e buscar um funcionário ‘padrão’ ou contar comigo como braço direito, esquerdo, pés e cabeça.

ESSA CARTA FOI ESCRITA ANTES MESMO DE ME FORMAR. LOGO DEPOIS, JÁ ARQUITETA, FUI PARA UMA EMPRESA COM ESSES PRECEITOS. POR SORTE, O PATRÃO SE MOSTROU MOCINHO, FUI PARA OUTRA EMPRESA DO GRUPO E PUDE REALIZAR O TRABALHO COMO GOSTARIA.


Escrito por Cláudia Bocchile às 12h36
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26/01/2010

CADA UM TEM O CONSELHO DE CLASSE QUE MERECE

Meus colegas,

Os amigos expressaram aqui a revolta da anuidade do Crea. Realmente, este pagamento é um valor considerável em tempos de desvalorização profissional e margens cada vez mais apertadas. Pois não adianta reclamarmos: merecemos isso. É melhor uma verdade que machuca ou uma mentira que agrada?
É a mesma coisa que reclamar da sua esposa após a próxima briga. Foi vc que disse o Sim na frente do padre há um tempo atrás e que quis assim. Se hoje o casamento é um fardo, é o que está colhendo. O que vc foi quando casou e o que é hoje representa consequência de suas ações.

Eu poderia colocar aqui minha indignação pelo valor da anuidade, ainda mais que preciso estar em ordem para emitir ARTs. E ainda poderia aumentar o coro daqueles que clamam por um conselho SÓ de arquitetos, sem essa mistureba de atividades que acabam não dando representatividade nenhuma a ninguém. Mas não estou nem aí para isso, não movo uma palha em relação a essa questão, logo, não tenho direito de reclamar. Limito-me a aceitar as regras do jogo (por mais que essa frase contradiga minha personalidade) e medito para que os envolvidos nessa criação do Conselho de Arquitetos possam conseguir uma entidade só nossa quando a classe estiver preparada.

Outra coisa importante a salientar é que nós temos Crea a pagar. E muitos de nós tb tem IPVA! Que bênção! Já imaginou se não tivesse IPVA, apenas ir na lotérica carregar o Bilhete Único? Ainda bem que temos Crea! Ainda bem que fizemos uma faculdade por 5 anos ou mais, pagamos caro - ou nossos pais - e enfrentamos dificuldades para nos formarmos. O atendente do boteco que prepara suco pra vc não tem esse problema. E os nossos amigos que são Pessoas Jurídicas! Não têm patrão! Não têm pensamento CLTista de procurar direitos e carteira assinada. Têm perfil empreendedor. Por mais responsabilidades que possuem, e às vezes acabam sendo empregados de seus funcionários, geram empregos e contribuem para o desenvolvimento do país. Sintam-se mais úteis e merecedores dessa 'taxa'.

Queridos, sinto informar, mas a egrégora de engenheiros bem representados ainda não está evoluída o suficiente. Ainda não nos orgulhamos de nós mesmos e reclamamos muito. Ainda não reciclamos nosso lixo. Ainda não damos bom-dia para aquele senhor na rua. Quem sabe quando formos pessoas com sentimentos mais evoluídos, possamos atrair condições de trabalho, clientes, funcionários, amigos e até relacionamentos melhores?

Desculpe a franqueza, eu amo vcs!


Escrito por Cláudia Bocchile às 01h33
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Arte e cultura, www.bocchileastrologia.blogspot.com
MSN - bocchile@uol.com.br







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