ARQUITETURA E SUSTENTABILIDADE

20/12/2010

A INDÚSTRIA CIMENTEIRA É BELA, MAS NÃO VIVE POR SI SÓ

O Brasil é o país no concreto: todos já ouvimos falar esta frase, inclusive que as construções são protegidas pela Nossa Senhora do Concreto Armado. De tanta utilização – certa e errada – até padroeira já foi criada para o nosso arroz e feijão da construção.

 

E o concreto é feito de cimento, o insumo mais consumido no mundo depois da água. O Brasil é um ícone em tecnologia neste assunto. Fazemos casas, prédios, pontes, estradas e, com isso, avançamos muito com institutos de pesquisa, congressos importantes, faculdades com bons laboratórios, etc. Nós sabemos construir – e bem – com concreto. E ainda de uma forma sustentável!

Como?

O cimento é feito a partir de queimas em alto forno que liberam gás carbônico para a atmosfera, poluindo o ar. Mas o Brasil é o país que menos emite gás carbônico por m³ produzido, sendo mais eficaz que a China e os Estados Unidos. O co-processamento é uma forma sustentável de produção: resíduos da siderurgia e termelétricas, como escórias de alto-forno e cinzas volantes, além de outros insumos, como pneus, são utilizados como combustível na queima do cimento. Só em 2009 foram 33 milhões de pneus queimados, o equivalente, se enfileirados, a uma distância entre São Paulo e Tóquio.

 

Somos engenheiros e arquitetos que trabalhamos muito bem com o concreto. Aprendemos a calcular e utilizar com destreza o concreto que tanto o mestre Oscar Niemeyer nos ensinou. Só que essa maravilha do uso como mão única na construção acaba quando se descobre que esta indústria precisa de outras para crescer e se manter de forma sustentável e viável economicamente. E as outras indústrias estão anos-luz de distância... quer dizer, uns 60 anos, quando o modelo rodoviário foi adotado no crescimento dos 50 anos em 5 de Juscelino Kubitschek e a ferrovia foi sucateada e a hidrovia, esquecida.

Temos uma produção de cimento que é escoada com a utilização de 12 mil caminhões por dia. São 94% transportados por meio rodoviário, chegando a percorrer mais de 500 km em regiões com menos demanda e poucas reservas de calcário, como Norte e Nordeste. Nestas ocasiões deve-se pensar em soluções locais, como a utilização de madeira e verificar se é mais vantajoso o uso da estrutura metálica. Também pode-se descobrir, nessa busca por alternativas, produtos ecológicos e extremamente rentáveis, que poderão trazer progresso para a região inclusive.

 

A indústria cimenteira é, sem dúvida, uma potência brasileira. Mas para ela ser uma indústria plena, também deve contar com o desenvolvimento das outras indústrias, pois uma depende da outra e todas juntas progredindo podem avançar com mais tecnologia, competitividade no mercado local e internacional e ainda ser um exemplo de respeito ao meio ambiente.

 

Informações: SNIC – Sindicato Nacional da Indústria do Cimento


Escrito por Cláudia Bocchile às 00h42
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